Posts filed under 'Entrevistas'

Grupo de jovens projeta futuro profissional

Daniel Kawasaki

Pensar no futuro é uma das várias preocupações com que qualquer jovem precisa lidar. Não só devem escolher um curso na faculdade, sem saber o que lhes aguardam, como também precisam estudar com afinco para os vestibulares.

Contudo, o que ocorre posteriormente ainda permanece em aberto, afinal, mesmo depois de formado, os jovens já teriam uma qualificação plausível para se inserir no mercado de trabalho? (mais…)

Add comment Janeiro 20, 2009

Músico dedica programa de rádio ao Centenário

Patrícia Kondo

Você já sabe o que é ‘ouvido absoluto’? Pois bem, esse é o nome da capacidade de identificar notas musicais sem precisar ouvir, primeiro, outra nota conhecida como comparação. Uma em cada dez mil pessoas nasce com o ouvido absoluto e muitas perdem essa habilidade com o passar do tempo. Mas, o músico Luís Fernando Fischer Dutra desfruta deste presente intensamente.

Com o dom de encantar e comover através da música, Luís Fernando trabalha na Orquestra Experimental de Repertório de São Paulo, ministra aulas de violino e, ainda, apresenta o programa “Clássicos ao Cair da Noite”, que vai ao ar todos os domingos, às 21h, pela Rádio Educadora de Piracicaba (AM 1060 MHz). Também é possível ouvir o programa pela internet, pelo site da rádio: www.educadora1060.com.br. Confira a entrevista concedida ao Folha Obara.

F. Obara – Quando decidiu seguir a carreira como músico?
Luís Fernando – Eu iniciei meus estudos musicais em 1982, quando tinha dez anos. E depois de algum tempo eu já decidi que seria músico profissional, mais ou menos quando eu estava com 14 anos, e nunca mudei de idéia.

Como venho de uma família de artistas, têm muitos pintores, escultores, músicos, e o meu bisavô era violinista, então sempre tive a vontade de aprender violino. Apesar de minha mãe ser professora de piano, eu sempre quis tocar violino, instrumento pelo qual sou apaixonado.

F. Obara – O que te atrai na música clássica?
Luís Fernando – Eu acho que a música clássica é uma música muito rica. Nela a gente pode perceber uma variedade muito grande de timbres. É uma música muito dinâmica, ela nunca fica monótona, repetitiva. Quando você ouve uma música clássica, pode perceber que ela tem variação de volume de som, mudança de velocidade, os diversos tipos de instrumentos utilizados. Também gosto muito de música popular, mas a música clássica ainda é a minha preferida.

F. Obara – Como você monta seu programa “Clássicos ao Cair da Noite”?
Luís Fernando – Eu sempre procuro fazer programas bem agradáveis aos ouvintes, sempre selecionando músicas bem variadas, e não só as músicas mais conhecidas. Acho que a função do programa é mostrar ao ouvinte que música clássica não é só a “Primavera”, de Vivaldi, ou o “Bolero” de Ravel. Procuro sempre colocar algumas músicas que o grande público já conheça, mas também algumas obras que raramente são ouvidas. Apresentamos comentários sobre as obras, os intérpretes e os compositores.

F. Obara – Como você encaixou as comemorações do centenário da imigração japonesa em seu programa?
Luís Fernando – Eu sou um grande admirador da cultura japonesa, sempre tive muitos amigos, e tenho até hoje, da comunidade japonesa, tanto em São Paulo como em Piracicaba e Indaiatuba. Em maio deste ano, eu tive um concerto com a Orquestra Experimental de Repertório, do Teatro Municipal de São Paulo, em homenagem ao Centenário, e tocamos duas obras de dois grandes compositores japoneses, Takeo Kudo e Toru Takemitsu. Achei as músicas maravilhosas! Neste concerto, nós tocamos com o músico Kenny Endo, que tocou taikô.

Os ingressos para este concerto se esgotaram em pouquíssimo tempo e muita gente não conseguiu assistir. Então resolvi fazer estes programas para homenagear as comunidades japonesas e também para mostrar estas músicas que são muito bonitas e raramente são ouvidas.
Além da parte musical, vamos contar com a participação de alguns convidados para falar um pouco sobre a Imigração, inclusive com uma entrevista ao vivo, por telefone, diretamente do Japão, com a Liza Ohama e o Sr. Fujita. Um dos programas já foi ao ar no dia 22 de junho. Os próximos serão nos dias 29 de junho e 6 de julho.

F. Obara – Como é seu trabalho desenvolvido na Orquestra Experimental de Repertório (OER)?
Luís Fernando – É um trabalho que eu gosto muito de fazer. Além da OER, eu tenho uma atividade didática muito intensa, gosto de ensinar, de explicar e transmitir um pouco da minha experiência para as pessoas. A Orquestra Experimental é uma orquestra “pré-profissional”. Nela tocam jovens instrumentistas que desejam seguir a carreira de músicos profissionais.

Tocar em orquestra não é uma tarefa tão simples como muita gente imagina, pois exige muita disciplina e muito “treino”. Então, na OER, eles conseguem se preparar para ingressar em orquestras profissionais. Eu tenho o cargo de “Monitor”, sou o Spalla dos segundos violinos, ou seja , sou o responsável por mais quinze violinistas que tocam no meu naipe.

Tenho que cuidar para que o naipe toque da melhor forma possível, com boa sonoridade, afinação e entrosamento. É um trabalho gratificante e cansativo, pois o repertório da orquestra é pesado, tocamos obras que muitas orquestras profissionais não se arriscam a tocar, e tenho que estar sempre preparado pra tocar estas músicas com qualidade, já no primeiro ensaio.

F. Obara – Quais são as maiores dificuldades em sua profissão?
Luís Fernando – Eu não posso me queixar porque sempre tive muito apoio de muitas pessoas. Mas a profissão de músico ainda não é muito reconhecida, ainda somos vistos como pessoas que levam uma “vida mansa”. Ninguém vê as inúmeras horas que a gente passa estudando, quantas vezes deixamos de fazer algum passeio, as vezes que deixamos festas de lado por ter que estudar para alguma apresentação.

Também é sempre muito difícil conseguir patrocínio para algum evento, pois as pessoas acham que música clássica não é uma “coisa popular”, então acham que patrocínio deste tipo de evento não trará retorno. Eu tenho um dueto com minha esposa, a pianista Maria Luiza Zani Dutra e queremos já há um bom tempo gravar um CD, mas sem patrocínio isso é impossível.

F. Obara – E as maiores alegrias?
Luís Fernando – Estas também são muitas. É muito gratificante pra mim, perceber que as pessoas se sentem bem quando te ouvem. Quando eu toco, procuro transmitir, não só som, mas bons sentimentos, boas “energias”, e é muito gostoso quando as pessoas vêm conversar com a gente, depois de concertos, e falam que sentiram exatamente isso.

F. Obara – Para quem está começando ou pensando em seguir uma carreira semelhante a sua, qual é a dica?
Luís Fernando – Dedicação! Para ser um músico profissional, o ideal é que ela tenha começado a estudar música desde pequena. Se a pessoa já começou com certa idade, não é impossível que ela se torne um grande músico, mas a dedicação terá que ser muito maior. Então, se você quer ser um bom músico, estude bastante, e procure bons professores. O início do estudo é uma fase importantíssima, não vá atrás do professor que cobra menos, pode ser que no futuro você pague um preço altíssimo por essa “economia” no início dos estudos.

Add comment Julho 1, 2008

Maki Maeda e suas experiências após intercâmbio

Naomi Hayano

Maki em OkinawaMaki Maeda é jornalista, formada pela PUC-Campinas, e durante um ano esteve no Japão fazendo intercâmbio. Em parceria com o Folha Obara, ela contou quinzena a quinzena, suas aventuras em terras orientais. Após o fim de sua experiência, e fim de sua coluna “Impressões de Maki Maeda diretas do Japão”, realizamos uma entrevista para que ela conte a todos nós suas experiências.

F. Obara – Ao todo, quantas vezes você já foi ao Japão? Quais os motivos a levaram às terras nipônicas? (mais…)

1 comment Maio 12, 2008

Diretor e Fundador de várias associações, Sérgio Pacheco, não esquece da comunidade oriental

Patrícia Kondo

Sérgio Pacheco, além de vice-prefeito de Piracicaba, é diretor da Assosciação Paulista de Medicina, Fundador do Clube dos Médicos de Piracicaba, Fundador do Rotary Luiz de Queiroz, Diretor do Centro de Reabilitação de Piracicaba, Diretor do Conselho Coordenador das Entidades Civis de Piracicaba, e Diretor de Relações Públicas do Clube Recreativo Nipo Brasileiro de Piracicaba.
E sobre o ano de comemoração do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil, Sérgio Pacheco conta para a Folha Obara um pouco da programação. (mais…)

Add comment Abril 27, 2008

Teresa Sato: voluntária do amor

Patrícia Kondo

Teresa Sato, vice-presidente do departamento da terceira idade do Nipo de Piracicaba, é um exemplo de força e dedicação aos que mais precisam. Aos 77 anos, ela teve grande parte de sua vida dedicada à filantropia. Além disso, está envolvida com esportes e competições esportivas, às quais ajuda a coordenar com muito amor e carinho. Por seu grande envolvimento em atividades esportivas, Teresa foi homenageada pela prefeitura de Piracicaba com destaque. Para ela vale aproveitar ao máximo cada momento da vida. (mais…)

Add comment Março 8, 2008

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