Archive for Julho, 2008
Hime-kei: O estilo glamoroso das japonesas
Karen Kazue Kawana (adaptado de LiveJ)
O Japão está coberto de jóias. Diamantes, pérolas e pequenos brilhantes podem ser vistos em todas
as superfícies imagináveis. De Shibuya aos subúrbios de Tóquio, garotas podem ser vistas com celulares e ipods “deco” (abreviatura de “decoration”) cobertos com brilhantes e transformados em objetos glamorosos e faiscantes.
Garotas mais ousadas colocam tiaras em seus cabelos e cobrem as unhas com pedras, correntes douradas e botões de rosa. Elas usam vaporosos vestidos cor-de-rosa, azul claros ou brancos, como princesas de contos de fadas.
Pouco importa que as jóias não sejam reais. A combinação do ideal de beleza “kawaii” com a sugestão de riqueza está em alta no arquipélago e movimenta um mercado de roupas e acessórios para atender às seguidoras do Hime-kei, ou estilo princesa.
As roupas geralmente são em tons de roupas de boneca, rosadas e pastéis, com pequenos detalhes como babados, laçarotes e estampas florais. As unhas são trabalhadas e enfeitadas, os penteados são altos e elaborados e a maquiagem é dramática, com olhos expressivos e lábios em tons pálidos.
Há até mesmo móveis e artigos para transformar quartos comuns em quartos de princesas e lojas de roupa onde as vendedoras, vestidas a caráter, parecem personagens de alguns mangás femininos ou bonecas barbie. No Japão, é possível realizar a fantasia de ser e viver como uma princesa.
Add comment Julho 1, 2008
Músico dedica programa de rádio ao Centenário
Você já sabe o que é ‘ouvido absoluto’? Pois bem, esse é o nome da capacidade de identificar notas musicais sem precisar ouvir, primeiro, outra nota conhecida como comparação. Uma em cada dez mil pessoas nasce com o ouvido absoluto e muitas perdem essa habilidade com o passar do tempo. Mas, o músico Luís Fernando Fischer Dutra desfruta deste presente intensamente.
Com o dom de encantar e comover através da música, Luís Fernando trabalha na Orquestra Experimental de Repertório de São Paulo, ministra aulas de violino e, ainda, apresenta o programa “Clássicos ao Cair da Noite”, que vai ao ar todos os domingos, às 21h, pela Rádio Educadora de Piracicaba (AM 1060 MHz). Também é possível ouvir o programa pela internet, pelo site da rádio: www.educadora1060.com.br. Confira a entrevista concedida ao Folha Obara.
F. Obara – Quando decidiu seguir a carreira como músico?
Luís Fernando – Eu iniciei meus estudos musicais em 1982, quando tinha dez anos. E depois de algum tempo eu já decidi que seria músico profissional, mais ou menos quando eu estava com 14 anos, e nunca mudei de idéia.
Como venho de uma família de artistas, têm muitos pintores, escultores, músicos, e o meu bisavô era violinista, então sempre tive a vontade de aprender violino. Apesar de minha mãe ser professora de piano, eu sempre quis tocar violino, instrumento pelo qual sou apaixonado.
F. Obara – O que te atrai na música clássica?
Luís Fernando – Eu acho que a música clássica é uma música muito rica. Nela a gente pode perceber uma variedade muito grande de timbres. É uma música muito dinâmica, ela nunca fica monótona, repetitiva. Quando você ouve uma música clássica, pode perceber que ela tem variação de volume de som, mudança de velocidade, os diversos tipos de instrumentos utilizados. Também gosto muito de música popular, mas a música clássica ainda é a minha preferida.
F. Obara – Como você monta seu programa “Clássicos ao Cair da Noite”?
Luís Fernando – Eu sempre procuro fazer programas bem agradáveis aos ouvintes, sempre selecionando músicas bem variadas, e não só as músicas mais conhecidas. Acho que a função do programa é mostrar ao ouvinte que música clássica não é só a “Primavera”, de Vivaldi, ou o “Bolero” de Ravel. Procuro sempre colocar algumas músicas que o grande público já conheça, mas também algumas obras que raramente são ouvidas. Apresentamos comentários sobre as obras, os intérpretes e os compositores.
F. Obara – Como você encaixou as comemorações do centenário da imigração japonesa em seu programa?
Luís Fernando – Eu sou um grande admirador da cultura japonesa, sempre tive muitos amigos, e tenho até hoje, da comunidade japonesa, tanto em São Paulo como em Piracicaba e Indaiatuba. Em maio deste ano, eu tive um concerto com a Orquestra Experimental de Repertório, do Teatro Municipal de São Paulo, em homenagem ao Centenário, e tocamos duas obras de dois grandes compositores japoneses, Takeo Kudo e Toru Takemitsu. Achei as músicas maravilhosas! Neste concerto, nós tocamos com o músico Kenny Endo, que tocou taikô.
Os ingressos para este concerto se esgotaram em pouquíssimo tempo e muita gente não conseguiu assistir. Então resolvi fazer estes programas para homenagear as comunidades japonesas e também para mostrar estas músicas que são muito bonitas e raramente são ouvidas.
Além da parte musical, vamos contar com a participação de alguns convidados para falar um pouco sobre a Imigração, inclusive com uma entrevista ao vivo, por telefone, diretamente do Japão, com a Liza Ohama e o Sr. Fujita. Um dos programas já foi ao ar no dia 22 de junho. Os próximos serão nos dias 29 de junho e 6 de julho.
F. Obara – Como é seu trabalho desenvolvido na Orquestra Experimental de Repertório (OER)?
Luís Fernando – É um trabalho que eu gosto muito de fazer. Além da OER, eu tenho uma atividade didática muito intensa, gosto de ensinar, de explicar e transmitir um pouco da minha experiência para as pessoas. A Orquestra Experimental é uma orquestra “pré-profissional”. Nela tocam jovens instrumentistas que desejam seguir a carreira de músicos profissionais.
Tocar em orquestra não é uma tarefa tão simples como muita gente imagina, pois exige muita disciplina e muito “treino”. Então, na OER, eles conseguem se preparar para ingressar em orquestras profissionais. Eu tenho o cargo de “Monitor”, sou o Spalla dos segundos violinos, ou seja , sou o responsável por mais quinze violinistas que tocam no meu naipe.
Tenho que cuidar para que o naipe toque da melhor forma possível, com boa sonoridade, afinação e entrosamento. É um trabalho gratificante e cansativo, pois o repertório da orquestra é pesado, tocamos obras que muitas orquestras profissionais não se arriscam a tocar, e tenho que estar sempre preparado pra tocar estas músicas com qualidade, já no primeiro ensaio.
F. Obara – Quais são as maiores dificuldades em sua profissão?
Luís Fernando – Eu não posso me queixar porque sempre tive muito apoio de muitas pessoas. Mas a profissão de músico ainda não é muito reconhecida, ainda somos vistos como pessoas que levam uma “vida mansa”. Ninguém vê as inúmeras horas que a gente passa estudando, quantas vezes deixamos de fazer algum passeio, as vezes que deixamos festas de lado por ter que estudar para alguma apresentação.
Também é sempre muito difícil conseguir patrocínio para algum evento, pois as pessoas acham que música clássica não é uma “coisa popular”, então acham que patrocínio deste tipo de evento não trará retorno. Eu tenho um dueto com minha esposa, a pianista Maria Luiza Zani Dutra e queremos já há um bom tempo gravar um CD, mas sem patrocínio isso é impossível.
F. Obara – E as maiores alegrias?
Luís Fernando – Estas também são muitas. É muito gratificante pra mim, perceber que as pessoas se sentem bem quando te ouvem. Quando eu toco, procuro transmitir, não só som, mas bons sentimentos, boas “energias”, e é muito gostoso quando as pessoas vêm conversar com a gente, depois de concertos, e falam que sentiram exatamente isso.
F. Obara – Para quem está começando ou pensando em seguir uma carreira semelhante a sua, qual é a dica?
Luís Fernando – Dedicação! Para ser um músico profissional, o ideal é que ela tenha começado a estudar música desde pequena. Se a pessoa já começou com certa idade, não é impossível que ela se torne um grande músico, mas a dedicação terá que ser muito maior. Então, se você quer ser um bom músico, estude bastante, e procure bons professores. O início do estudo é uma fase importantíssima, não vá atrás do professor que cobra menos, pode ser que no futuro você pague um preço altíssimo por essa “economia” no início dos estudos.
Add comment Julho 1, 2008
Solenidades nas Câmaras de Piracicaba, Indaiatuba e Sumaré lembram Centenário da Imigração
Piracicaba comemorou os 100 anos de imigração japonesa no Brasil com uma grande solenidade na Câmara de Vereadores. Foi decretado o dia 18 de junho como o Dia Municipal da Comunidade Japonesa, como um reconhecimento da importância da comunidade japonesa para Piracicaba. Com apresentações de Kendô, Karaokê, história da colonização e muitas homenagens, o evento lotou o salão nobre “Helly de Campos Melger”, que tem capacidade para mais de 230 pessoas. (mais…)
Add comment Junho 29, 2008
Yosakoi Soran: dança, energia e ritmo
O Yosakoi Soran é um festival de dança realizado no começo do mês de junho na cidade de Sapporo, em Hokkaido, e que atraí dançarinos profissionais e amadores de todo o arquipélago. O primeiro festival foi organizado em 1992 por um estudante de Hokkaido que se inspirou no Festival Yosakoi da cidade de Kochi.
O Yosakoi Soran une elementos do festival de Kochi, como a dança coreografada e executada por um grupo composto de vários dançarinos, ao Soran Bushi, a música popular cantada pelos pescadores da ilha de Hokkaido. O sucesso do festival no Japão é imenso e, hoje, atrai um grande público. (mais…)
Add comment Junho 28, 2008
Stenio Akira Yamamoto rumo às olimpíadas de Pequim
Stenio Akira Yamamoto será um dos representantes brasileiros nas Olimpíadas de Pequim. O tiro
esportivo, que já não tinha a mesma expressividade brasileira desde 1992 em olimpíadas, agora conta com Stenio, que terminou em segundo lugar na Copa do Mundo de Tiro Esportivo, realizada em Munique, na Alemanha.
Aos 47 anos, “é dentista em 90% de seu tempo”, como ele mesmo afirma, mas também dedica seu tempo ao esporte que pratica. Em entrevista com o Folha Obara, ele é modesto, mas todos sabem que é um grande feito estar representando o país em uma olimpíada. (mais…)
3 comments Junho 16, 2008
