Hina Matsuri – Festival das Bonecas
Abril 27, 2008
Uma data importante no calendário japonês é o Hina Matsuri, também conhecido como “momo no
sekku” ou “festival das bonecas”, é o dia em que se pedem o crescimento saudável e feliz das filhas. Comemorado em três de março, a tradição, que tem origem chinesa, envolve bonecos de papel em barcos de palha, flores de pêssego e bolinhos de arroz, são levados pela correnteza para que sigam ao reino celestial, e tragam paz e proteção divina. Outro costume antigo é colocar, próximo aos bebês, bonecos de palha ou papel para que atraíssem as enfermidades. Depois eles eram jogados em um rio para levar as doenças para longe.
Na época dos samurais, as famílias presenteavam a menina recém-nascida com um conjunto de bonecas, que poderia ser repassada nas futuras gerações. Elas eram expostas no mês da data comemorativa. No Hina Matsuri o principal símbolo é o altar de bonecas, que são vestidas com roupas da corte do período Heian (794-1192). Com o tempo, o hábito de colocar os infortúnios em uma boneca e deixá-las no rio, perdeu a força. As bonecas ganharam luxo e, devido às suas complexidades, adquiriram um espaço decorativo nas casas.
Os principais pratos preparados para festejar a data são:hina arare (arroz frito doce), hishimochi (bolinho de arroz em forma de diamante, formado por três camadas de cores – branco, verde e rosa – que simbolizam respectivamente – neve, crescimento e as flores de cerejeira), e chirashizushi ( arroz com frutos do mar e algas). As iguarias são acompanhadas por Shirozake, bebida doce feita de um tipo de sakê que não contém álcool, e pode ser consumida por crianças.
No Brasil, a tradição é relembrada nas escolas de língua japonesa, onde se relembram valores como sagrar a alegria infantil, rezar e esperar um futuro promissor, e não só de presentear as crianças. Altares são feitos de maneira simples e simbólica com origamis.
O altar
O altar símbolo do Hina Matsuri é composto de basicamente de sete andares. No primeiro andar ficam o casal imperial Obina (o Imperador) e Mebina (a Imperatriz), com direito a representação de trono e duas lanternas brancas (bonbori). O segundo é composto por três damas da corte: Nagar no choushi, que leva sakê; Sanpou que carrega sakê, mas encontra-se sentada; e Kuwae no choushi que também carrega sakê. No andar ainda se encontram bolinhos de arroz servidos em bandejas. No terceiro ficam cinco músicos (Gonin-bayashi), quatro instrumentistas e um cantor com um leque, que fornecem a canção de celebração.
O quarto andar tem dois ministros: Udaijin e Sadaijin, o segundo representa um ancião famoso por sua sabedoria. No quinto colocam-se a laranjeira (Ukon no tachibana), a cerejeira (Sakon no Sakura) e três servos: Nakijogo, jovem bebedor triste; Okorijogo, bebedor zangado; e o mais velho, Waraijogo, o bebedor animado. Os sexto e sétimo andares são dedicados a miniaturas que representam os dotes de casamento e oferendas.
Alternativas para a falta de espaço nas residências consistem em montar apenas uma vitrine para o casal imperial.
Entry Filed under: Tradição. .
Trackback this post | Subscribe to the comments via RSS Feed